segunda-feira, 22 de novembro de 2010

OTIMISMO POR PIERRE MASATO

Um Bom Motivo para ser Otimista

Houve um tempo na Pc Roosevelt onde o lugar para beber era o La Barca. Naquela época eu chegava sozinho (ninguém me conhecia, só o Mário e mais uns dois ou três Amigos) e bebia uma cerveja ou um conhaque tranqüilamente.
Numa noite qualquer um rapaz me ofereceu uma rifa. Eu não compro rifas, mas o cara era simpático e me convenceu que a rifa era destinada a produção de uma peça. Não acreditei muito na estória. No entanto, o menino sempre me vendia rifas, eu sempre comprava pensando em pra onde a grana estava indo... o nome desse rapaz é Didio Perini.
Um tempo depois descobri que existia o Teatro da Curva, então fui ver os textos do Marião que eles montaram, o trabalho deles com a Fernanda D'Umbra e depois com o Batata nas terças Teatrale (acho que era esse o nome).
Esse prelúdio todo pra falar que na 3a Feira passada assisti a montagem do Otimismo, adaptação do livro do Voltaire. O humor e o sarcasmo próprios as desventuras do personagem principal são encenados com um tempo perfeito, uma pegada pop, um riso solto na platéia em situações de cartum. Pegaram um texto que tinha grande possibilidade de ser chato e conseguiram criar uma peça muito engraçada.
No elenco de jovens atores talentosos, eu conhecia a Flávia Tápias, Mariana Blanski, Celso Melez, Didio Perini e Walter “Batata” Figueiredo (não tão jovem). A grata surpresa foram o Ricardo Gelli, Leandro D'Errico e Tadeu Pinheiro. O Ralph Maizza como diretor foi outra boa novidade.
O teatro é das artes, talvez, a mais falada e a menos vista. Eu não tenho muito otimismo em relação ao futuro do teatro, na verdade, não sou otimista em relação ao futuro da humanidade.
No entanto, quando vejo que existem esses Caras do Teatro da Curva, que não se deixam abater por uma merda como foi o ocorrido na ida a inglaterra (Jean Charles não recomendaria uma visita), que montam suas peças com garra e carinho; Bem, quando vejo uma peça bacana, divertida pacas, como esse Otimismo, confesso que me trai um sentimento de esperança.
Porque se eu comprei aquelas rifas e os Meninos estão mandando bem, então nem tudo deve estar perdido.


Mais do Pierre? http://speakeasiesjukebox.blogspot.com/

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Cucarachas

Percebi o tratamento que nos seria dispensado assim que o avião ligou suas turbinas. Duas aeromoças passaram rapidamente pelo corredor apertando um spray sobre nossas narinas e antenas de barata enquanto outra informava pelo sistema de som, o porquê da pulverização. Dedetização. Estávamos sendo dedetizados. É a lei, os ingleses não querem se contaminar com nossas doenças tropicais. Ok! Vamos lá. Eles devem ter os seus motivos, afinal somos nós os estrangeiros, digo, macacos amestrados que aceitamos o convite - veja bem, o CONVITE - para irmos lá apresentar nosso número de teatro.
Pedi um wiski e tentei acomodar meus 116 kgs de ossos e gordura - muito mais gordura do que ossos - na pequena poltrona da aeronave. Selecionei Johnny e June no canal de filmes enquanto o avião ainda decolava. Não imaginava o que aconteceria depois das onze horas de vôo, quando desembarcássemos na London London dos verdes campos do Bivar.
Passaporte na mão, dinheiro no bolso, cartão de crédito e carta convite do festival dentro da pasta junto com outros documentos que provavam o local de estadia, o tempo e os motivos de nossa breve visita à terra da rainha.
- Ualter, it’s your name? Yes, respondi lembrando-me da maneira como as sobrinhas da Ana brincam comigo quando a gente se encontra. E lá se foram todos os meus documentos junto com o oficial de imigração. Os meus e de outros oito atores envolvidos com o espetáculo OTIMISMO. “É de praxe!” Disse nosso colega e tradutor Leandro D’errico. Não sabíamos que estávamos entrando na fila do matadouro. Era apenas a primeira campainha de nosso drama.
O que faz um grupo de dez pessoas trabalhar por meses para ir se apresentar em uma terra distante, onde não serão bem vindos? O que faz esses caras juntarem suas economias, fazerem dívidas, envolverem parentes e amigos em uma empreitada completamente sem importância para aqueles que realmente decidem o destino de uma dezena de cucarachas? É o que estou me perguntando até agora, na frente desse computador. Inocência? Não sei. Petulância? Talvez. Ainda vou me perguntar muitas vezes isso, igualzinho como me pergunto o que estou fazendo ali, na coxia, antes de entrar em uma cena.
Os ingleses são realmente cordiais e educados. Sorrisos, piadinhas, nos deixaram à vontade enquanto na verdade, estavam nos impedindo de dar um simples telefonema. Não sabíamos que a essa hora nossa produtora em solo Londrino, a Verana, tentava de todas as formas conversar com a imigração, com a direção do festival, com o consulado. Não sabíamos, mas já estávamos voltando para casa.
A segunda campainha tocou quando eles nos levaram para acompanhar a vistoria em nossas bagagens. “È normal, eles fazem isso com todo mundo” OK! Não entendi muito bem quando o fiscal da imigração perguntou se poderíamos traduzir para ele o que estava escrito em uma carta escrita pela minha mãe para mim e que ele havia encontrado em minha bagagem de mão. Sorriu ao ouvir o que a carta dizia. Coisas de mãe para filho. Não vi problema em traduzir para ele, afinal ele também devia possuir uma mãe. Dissimulação ou será que aquela carta poderia ser um mirabolante plano terrorista ou uma mensagem cifrada da Al Qaeda?
Após a revista geral a constatação. Não estávamos portando nenhuma bomba, não possuíamos armas, esplosivos. Não havia sequer uma bagana de maconha ou uma troxinha de cocaína. Só pode ter sido por causa dos malabares do Tadeu, ou o acordeom do Leandro, talvez meu figurino de velha sem bunda. Essas coisas devem realmente ter chamado a atenção da imigração. Então finalmente soou o terceiro sinal.
Em fila indiana fomos levados para uma sala com trava eletrônica e seguranças por todos os lados. Nos ficharam, fotografaram, nos puseram para tocar o piano, nos revistaram e por fim informaram que nosso vôo partiria em meia-hora e que nossos passaportes seriam devolvidos pelo comandante da aeronave. Só então me toquei que haviam se passado sete horas desde que o avião pousou e que as próximas onze horas de viagem seriam pouco para que eu conseguisse assimilar tudo o que havia acontecido e tudo o que isso significará para mim durante minha vida.
Por hora, quero apenas pegar um ônibus e tomar um banho de mar em alguma praia do litoral paulista. Depois pretendo fazer disso uma grande piada. É isso.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

RADIOCONTO

O QUE ESTA ESCRITO NA FITA NÃO É O QUE TA GRAVADO.
de Marcelo Montenegro

com Didio Perini, Ralph Maizza e Wilton Andrade.




Adaptação e direção : Walter Figueiredo.
Produção: Peterson Queiroz e Walter Figueiredo.
Gravaçao: Cláudio Pagé e Alexandre Kaimer.
Edição, sonoplastia e efeitos sonoros: Cláudio Pagé, Alexandre Kaimer e Walter Figueiredo.

gravado nos estúdios do
CIDADÃO DO MUNDO ARTE E CULTURA
PROJETO ABC DO SOM - junho de 2010
.

sábado, 19 de junho de 2010

RADIO BATATA divulga:



PIERRE MASATO


JARBAS CAPUSSO


Os caras foram lá no Cidadão do Mundo gravar os poemas. Aproveitei e fiz a brincadeira com o áudio. Só pra dar um gostinho do que vai rolar na terça-feira 22 lá no lançamento do "PESO PENA".

É isso!

sábado, 5 de junho de 2010

RADIO BATATA apresenta:




É só um tira-gosto da adaptação do conto "O que ta escrito na fita não é o que ta gravado" do Marcelo Montenegro que eu produzi e dirigi lá no Cidadão do Mundo.

Em breve será lançado oficialmente para o mundo no site do Cidadão.

sábado, 29 de maio de 2010

RÁDIO BATATA apresenta:

BALADA SANGRENTA de André Kitagawa. Direção: Walter Figueiredo




http://www.kitagawa.com.br

O radioconto "BALADA SANGRENTA" foi uma das produções dos cursistas das oficinas de webradio do "Cidadão do Mundo Arte e Cultura" realizadas em 2009 em São Caetano do Sul, da qual fui educador. A adaptação da Hq "Balada Sangrenta" se deu por gestão participativa e com o objetivo de experimentar em grupo, o processo de transmutação de linguagens. Um dos grandes desafios enfrentado pelo grupo foi a construção de uma paisagem sonora fiel aos ambientes criados por André Kitagawa em sua Hq.
A idéia de um radioconto é conduzir o ouvinte por uma viagem imagética a partir de sua própria percepção sonora. Para aqueles que conhecem a HQ ou que assistiram a adaptação de "Chapa Quente" feita por Mario Bortolotto para o teatro, essa viagem pode proporcionar uma mistura infinita de imagens. Para aqueles que não tiveram nenhuma relação anterior com a história, as imagens se formarão a partir do contato auditivo com a interpretação do texto e com os efeitos e ruídos produzidos, aguçando diretamente suas memórias afetivas. Em ambos os casos o resultado pode ser muito intrigante. Cabe a vocês o julgamento!

Ouvidos bem abertos e boa audição! Um abraço, Batata.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

RÁDIO BATATA



EM BREVE - RADIOCONTOS, ENTREVISTAS E OUTRAS COSITAS MAS.

terça-feira, 25 de maio de 2010

CHURRASCO NA COPA



Como boa parte dos amigos já sabem, o espetáculo "Otimismo" do qual faço parte do elenco, participará do Candem Fringe Festival em Londres, no mês de agosto. Este evento também servirá para colaborar com a produção da viagem.

Por hora é isso!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

11 GOLS

Que seleção, brasileira ou não, fez tantos golaços em uma só edição de copa do mundo? Preciso responder?
Ps - O som do bg é meio brega, mas vale uma olhada.



Quatro destes estão entre os 50 mais bonitos de todas as copas. Os dois do Éder, o primeiro do Sócrates contra a Russia e o de voleio do Zico.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

CURRA - TEMPEROS SOBRE MEDÉIA e a TV da faculdade


Conheci esses caras lá em Mogi das Cruzes no tempo em que fazia faculdade de jornalismo, treze anos atrás. Eles eram o Cleiton Pereira, o Peterson Queiróz, a Jú, o Ricardo, entre outros. Eles eram os Contadores de Mentira. Foi na casa do Cleiton que ouvi Tom Waitts pela primeira vez - ele me deu uma fita cassete que sumiu. Foi com eles a primeira experiência que tive com teatro, digo de bastidor, não de ator. Dirigi e operei as cenas em vídeo para o espetáculo "Alice C.". Loucura total. Era vídeo cassete, cada vez que dava play tinha que esperar o cabeçote do aparelho rodar e isso provocava buracos constrangedores para os atores. O espetáculo era bom e chegamos a rodar São Paulo pelo Mapa Cultural Paulista, eu gostava muito do vídeo. Na época eu trabalhava na tv da faculadade, não ganhava porra nenhuma mas podia usar os equipamentos. Era o que eu fazia. Tinha um programa musical que eu apresentava e fazia entrevistas. Cheguei até a entrevistar o Edvaldo Santana e alguns outros caras. Tinha um programa de clipes. Fiz um filme também, o "Jaba com Macaxeira", em que eu falava sobre jabaculê e que eu nunca editei. Organizei algumas leituras de poesia, fiz até um lançamento da então revista Medusa, hoje Coiote. Não tenho nenhum registro dessa época. Uma pena. Quem sabe agora que os caras tão completando 15 anos de grupo, e tão com essa montagem em São Paulo eles não me fazem uma surpresa e me trazem pelos menos o VHS do Alice C..
Não vi ainda o espetáculo que eles montaram lá no Feijão mas segundo o Cleiton "é uma celebração com batuque, comida, bebida, dança e música... quem não tiver dinheiro é só dizer que é convidado... todo mundo entra." É o que o Cleiton garante. Estarei lá nesse sábado.
CURRA - TEMPEROS SOBRE MEDÉIA
direção Cleiton Pereia.
com CONTADORES DE MENTIRA.
Espaço da Cia do Feijão.
Rua Teodoro Baima, 68 - República.
Próximo a igreja da consolação.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

DOUGLAS KIM

"ontem, no teatro

Ontem, no teatro. Ouvi de um personagem, um douto médico sanitarista: “Como erradicar as larvas do clichê que proliferam nas caixas d’água da cultura?” Outro, brilhante delegado de polícia, disse: “Quando a cultura torna-se refém do artista, o resgate é pago pelo público.” A peça? Uma comédia contemporânea escrita milhares de anos atrás.
"

Quer saber por onde ele anda?

http://douglaskim.blogspot.com/

sábado, 24 de abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

OTIMISMO



A "Velha" e "Cunegundes"(Flavinha Tápias)

Adriana Brunstein e Banana Split



- Mas, Dri, você entende essa vida boêmia, não é?
- Entendo, mas também tenho ataques de mulherzinha. Eu brigo com ele.
- Mas é que as coisas vão acontecendo. Eu venho pra cá, encontro o Paulo, emendamos uma conversa e quando eu vejo já são 4 da manhã. Eu não apronto nada.
- Eu sei disso. E você não é encrenqueiro como ele.
- O Paulo não é encrenqueiro. Os assuntos que ele aborda é que geram encrenca.
- Ele vai adorar isso. Mas é melhor não contar pra ele. Por favor, Walter. Já chega a história dos dentes.
- Você acha que ele percebeu alguma coisa?
- Não, acho que não. Ele estava preocupado demais com o fim do Neurotin.
- É verdade. Você lembra da musiquinha?
- Que musiquinha?
- Do Banana Split.
- Ah, é shalalá, shalalalá, shalalá, shalalalá.
- Isso mesmo!
- Mas ele é encrenqueiro sim. Lembra da história com o Serra?
- Mas ele lavou a alma de muita gente.
- É... Mas eu fico com o coração na mão. De dar algum jazz, sei lá.
- Eu entendo. Mas olha, a gente não faz nada de errado. Somos fiéis.
- Tenho certeza disso. Mas somos mulheres com instinto maternal aguçado. Tem uma coisa de querer proteger, de se preocupar demais. E a gente acaba brigando.
- Eu amo a Ana.
- Eu amo o Paulo. E quer saber? É isso que importa.
- Vamos pegar uma cerveja?
- Vamos.


QUEREM MAIS DA DRI ?

http://pontadanoapendice.blogspot.com/

pS - REPAREM NO SORRISO DO BATERISTA.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

FÁBRICA DE ANIMAIS

Temporada no Club Noir



Toda as sextas de abril.

A arte é do brother André Kitagawa.

quarta-feira, 31 de março de 2010

CAMDEN TOWN



Parece que é por aí que o Clash tocava.

Ps - Na verdade quem andava por aí era Malcolm McLaren e os Pistols. O Clash andava por Liverpool. Não é isso amigo Marcelo Mendez?

ESTRÉIA HOJE!



E eu que achava que o Élvis tinha morrido...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Pelas borracharias do mundo



Podem procurar! Estaremos nas paredes.

Grande STOCKER!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Mais do "Homem Rooseveltiano"



Ninguém segura o sucesso desse calendário !!!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Bortolotto girls...and boys?

A minha amiga e grande atriz Fabiana Vajman teve uma idéia pra lá de bacana para arrecadar uma grana para o tratamento do Marião na época que ele ainda tava internado. Ela resolveu criar um calendário com fotos sensuais das amigas dele.



Esta é apenas uma das belas fotos que o Luis Felipe Ogro fez lá na sua casa com a também grande atriz e minha amiga Cacá Manica. Além das fotos, a edição vai sair acompanhada de doze textos inéditos do meu sortudo amigo dramaturgo. Vale uma conferida lá na revista Trip.

O quê ninguém esperava e que não passou batido pelo brother cartunista Paulo Stocker, foi a criação de tirinhas para lá de sensuais dos "Bortolottos boys".
Não sei não, acho que as tirinhas farão um sucesso arrebatador.





A seleção feita pelo Stocker priorizou a beleza do "Homem Rooseveltiano", e adotou critérios específicos para a escolha desses verdadeiros galãs paulistanos. Ficou ou não ficou demais?

sexta-feira, 12 de março de 2010

SACANAGEM






A vida tá valendo muito pouco. Alguém pode dizer que eu só descobri isso agora, aos 40. Não é isso, é que dói o rumo que as coisas andam tomando. Não cresci nessa época de "valentões armados" que invadem teatros. Na minha época, até bandido tinha seus princípios. Hoje, princípio e respeito, são valores ultrapassados. Ta todo mundo partindo pro tudo ou nada, armado ou não, ta cada um por sí até as últimas consequências. E lá, na ponta mais profunda da sociedade,o fio tênue entre o tudo ou nada na vida de um bandido é a pressão do dedo no gatilho, pouco importa o peito de quem ta na frente, assim como lá no topo, pouco importa quem esteja na frente de uma HYLUX cabine dupla. A ordem do dia é passar por cima, "atropelar". QUE MERDA!

quinta-feira, 11 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

O trem que não sai do alcance da minha vista

Esse foi um curta de conclusão de curso da minha sobrinha, Carol Bonesso feito em 2007. No elenco comigo, meu sobrinho Giuliano Bonesso, ou seja, tudo em familia. A Carol se formou em rádio e TV no mesmo ano e hoje é fotógrafa de um grande estúdio de São Paulo. O Giuliano segue firmando-se como ator e após meter o pé na estrada pela América Latina fugindo dos terremotos do último mês, ta começando o curso de letras da FFLECH-USP esse ano, mas garante que continuará atuando. Sei não, o moleque há algum tempo anda engolindo livros e filmes e escrevendo um monte de coisas que ainda não mostra para quase ninguém. Eu? Bem, eu sigo no meu caminho torto de inseguranças, lutando contra o tempo que passou e eu não ví passar, querendo que o dia tenha 48 horas pra poder recuperar as coisas que deixei de prestar a devida atenção entre uma e outra década perdida, matriculado em um eterno supletivo da vida, tentando pegar um trem que não vai mais parar em nenhuma estação mais que não sai do alcance da minha vista.

quinta-feira, 4 de março de 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

STOCKADAS


Essa caiu muito bem pra esse meu começo de semana.



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

EDUCATOR

Vocês pediram, ele voltou:

EUER EDUCATOR

http://www.youtube.com/watch?v=jnQj3lLRakM


e aqui um dos antigos com Penna e Martinha:


http://www.youtube.com/watch?v=2fjkgFBeDd8

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

CURTA EM MOGI

Bem, já fiz alguns trampos com vídeo. Alguns deles bem legais tipo os que fiz com a Bedrock Vídeo, outros bacanas como o primeiro que dirigi junto de meu brother Peterson Queiróz, outros ruins e que nunca ninguém viu, alguns legais que também ninguém nunca viu. Pois é, vou fazer um curta novamente e baseado em um conto meu. É, eu também escrevo algumas coisas ruins que também pouca gente leu, mas esse conto eu vou publicar aqui pra vocês:


Na companhia de minha velha lata.

O cara sentou-se à mesa da frente de costas para mim. Ela sentou-se de frente. Eu só conseguia olhar a parte de fora de uma de suas coxas brancas. Do rosto, eu só conseguia ver a franja atrás da cabeça dele. Ele era velho. Digo não pela calvície, aliás ele não era calvo, mas por causa dos pêlos brancos que escapavam de suas orelhas. Nojento. Ela também sentia o mesmo, eu sei, porém disfarçava algum interesse ou algum tipo de servidão. Foda-se. Ela não está nem aí para mim mesmo. Só queria que o garçom me trouxesse mais um uísque antes de servi-los. Tentei disfarçar. Queria apenas tomar meu uísque e cair fora. Talvez nem me percebessem. Não deu. Ela viu e me chamou para a mesa. Apresentou o velho pra mim. Não deveria ter ido. O cara me estendeu sua mão e disse que não pagaria nada. Mandei-o à merda. Quando o garçom chegou, virei de uma vez o copo e me arranquei largando uma nota de vinte na mesa. Ela ameaçou vir atrás, mas não veio. Desculpou-se com um gesto de cabeça. Olhei a ela e ao velho com desprezo. Foda-se. Tomara que o câncer demore bastante para matá-lo. Talvez assim eu tenha tempo de recuperar o meu dinheiro, no jogo e na cama.

Foi em uma mesa de poker que conheci Betina. Eu não estava no meu melhor dia. Aquela bunda me trazendo uísques, um atrás do outro, estava atrapalhando minha concentração. Resolvi pegar a garrafa e sair do jogo. Arrastei-me até o balcão. Não demorou muito pra ela sentar do meu lado.

- Você é sempre tão ruim assim? Aqueles caras estavam te depenando no pôquer.

Foi assim, com certo deboche e com a certeza de que eu não havia desgrudado os olhos de sua bunda, que Betina me abordou.

-Não, só quando me servem bebida assim, vagabunda. Respondi.

Ela sorriu me convidando para dar um volta... meu horário já acabou.

Caminhamos a esmo algumas quadras antes de pegar a beira da linha do trem. Apenas trocamos olhares e risadas durante o caminho, quase uma paquera juvenil. Só um pouco antes de sua casa nossas mãos se encontraram e nos envolveram em um rápido e forte abraço, seguido de um leve beijo. Ela morava com seu pai, um ferroviário aposentado que por ela esperava de cuecas samba-canção e chapéu de cowboy no portão de sua casa. Fiquei observando de longe aquela linda garota entrar. Pude ouvir seu pai gritar com ela antes dela olhar novamente para mim e sumir pra dentro da casa.
Voltei ao pôquer no dia seguinte à procura de Betina. Ela não estava. Sentei-me à mesa e Carlão, um moleque chato que sempre aparecia disposto a perder algum dinheiro para os velhos sacanas que jogavam no Hell’s, falou:
-Hoje não tem uísque pra você.
-Sem problema! Respondi rindo, tirando minha lata do bolso.
–Estou sempre preparado. A garota não veio? Perguntei sem dar muita ênfase.
-Ela não vem mais. Respondeu-me Antenor, um velho safado que escondia suas fichas sob um velho chapéu e que me devia grana no jogo. Cobrei minha grana. Ele disse que eu teria de esperar: Você sabe, o tratamento, os remédios. Tive raiva daquele verme. Sabia que ele tinha algum no bolso. Mandei ele calar a boca. Não estava muito a fim de papo. Isso criou uma leve tensão durante nosso jogo, quebrada apenas por uma risada sardônica libertada por Carlão, Ele perguntou:
-E aí, como foi com Betina ontem à noite? Você chupou a boceta raspadinha dela?
Antes que eu falasse alguma coisa, Antenor desferiu um golpe de direita na cara do Carlão. -Não precisava disso. Disse para Antenor enquanto Carlão se recompunha, colocando-o de volta na cadeira. -Esse moleque fala demais, respondeu-me Antenor. Todos nós sabíamos que Antenor estava sempre armado. Antes de voltarmos ao pôquer, levantei-me da mesa deixando minhas fichas. Antenor zombou de mim:
-Você não tem estomago pra esse jogo. Voltei debruçando-me na mesa e olhando-o cara a cara, disse:
-Aposto que acabo com isso antes que vc possa puxar esta merda que tem na cinta, seu doente covarde!
Virei de costas com a certeza de que ele não iria puxar a arma e sai do salão.
Encontrei Betina no caminho de casa. Cumprimentamos-nos com um longo beijo.
Rolava Bob Dylan quando acordei em sua cama. Ela me olhava sorrindo maliciosamente enquanto bebia uma cerveja. Perguntou se eu também queria. Acenei com a cabeça que sim e fitei seu corpo liso e torneado dirigindo-se a cozinha. Ela realmente tinha uma bunda muito linda. Pude ainda observar sua silueta formar-se na luz da geladeira. Ela me deu a garrafa enquanto eu calçava minhas botas. Contrariada, me xingou:
-Seu filho da puta, achei que fosse um cara diferente. Respondi, em pé e abotoando minha calça: - Caras diferentes não trepam como eu. Ela atirou a garrafa em meu peito e se cobriu com o lençol mandando-me embora.
Sai correndo, apressado para pegar o último trem e só então, na frente do guichê, abrindo minha carteira, percebi que a vagabunda havia roubado todo o meu dinheiro. Sentei no chão e tomei um gole da minha velha lata de uísque de costas, enquanto o trem partia da estação.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

OTIMISMO
























"OTIMISMO"

texto VOLTAIRE

adaptação e direção RALPH MAIZZA

com RICARDO GELLI; FLÁVIA TÁPIAS; DIDIO PERINI; MARIANA BLANSKI; TADEU PINHEIRO; CELSO MELEZ; LEANDRO DERRICO E WALTER "BATATA" FIGUEIREDO
SEXTAS AS 21H30!!!!!!

ESPAÇO DOS PARLAPATÕES
PÇA ROOSVELT, 158

ESTAMOS DE VOLTA

Mogi a terra do caqui, é por lá que vou cair no samba este fim de semana. Ensaios para o meu próximo trampo em cinema. Vou por lá dirigir um curta baseado em um conto que escrevi há algum tempo. Pra hoje o que eu indico é o programa "O Som da Kombi 73" do brother Marcelo Cox com um convidado pra lá de especial, o Marcelo Mendez e que é retransmitido pela Radio Cidadão do Mundo. Você pode ouvir lá ou no Link abaixo. A "Kombi" hoje leva os ouvintes a uma viagem pelos EXPLOTATION MOVIES dos anos 70. Filmes "b" que abordavam, sexo, terror, bizarrice, crime, violencia. Tá aí a dica. Abraços para todos.

http://claudiocox.podomatic.com/player/web/2010-02-11T05_49_09-08_00